O Grito e o Beijo (2007)

Aviso de Republicação Histórica: O Grito e o Beijo,
por Daniela Oliveira (2007)

A Movimento Kowalista Anônimos (M.K.A) tem o prazer de republicar um texto valioso de 2007 da renomada investigadora Daniela Oliveira, intitulado "O Grito e o Beijo: Uma Jornada Pelos Tempos". Este texto, resgatado de nossos arquivos históricos, pode conter nomenclaturas e informações que evoluíram ao longo do tempo. Optamos por publicá-lo integralmente, sem edições, em nome da honestidade histórica. Reconhecemos que a compreensão do kowalismo e suas manifestações artísticas evoluiu desde então. Convidamos vocês a revisitar esse relato, mantendo em mente que a linguagem e a percepção do movimento podem ter se transformado desde a redação original. Apreciamos o valor desses registros históricos e continuamos comprometidos com a transparência ao compartilhar a rica narrativa do kowalismo.

Foto de Rojundo Mejía e Virginia Higueras se beijando na Praça do Zócalo. O título é o original que foi dado por um jornal da época quando publicou a foto.

O Grito e o Beijo: Uma Jornada Kowalista Pelos Tempos - Parte 1

Lembro-me claramente da primeira vez que testemunhei a performance do "O Beijo e o Reflexo". Uma noite em Rio de Janeiro, a magia daquela experiência provocou uma fascinação que, ao longo dos anos, se transformou em uma busca pela verdadeira essência do acontecimento. Foi somente numa conversa noturna em Recife que ouvi sobre a performance inicial no México, sem perceber inicialmente sua conexão com o movimento kowalista.
Neste primeiro capítulo de uma série de relatos, adentramos nas raízes dessa jornada enigmática.

Começamos com Rojundo Mejía, uma das fundadoras intrépidas do movimento, que deu os primeiros passos desafiadores com "O Grito de Kowala" nos anos 30. Uma resistência marcante contra o grupo Canis Digno que, naquele contexto histórico, defendia ideais ultraconservadores. A performance de Rojundo consistiu em ficar gritando durante semanas na frente da sede do jornal do empresário Filippo Jodetti. Foi naquele momento que o jornal a apelidou como ''La Histérica Incansable''.

A semente plantada por Mejía germinou nas performances posteriores, especialmente no inovador "O Beijo e o Reflexo". Virginia Higueras, ao lado de Rojundo Mejía, protagonizou uma expressão artística que desafiou as normas sociais, uma evolução notável do movimento kowalista ao longo das décadas.


Amigas de Rojundo e Virginia, ligadas ao movimento feminista replicaram o beijo meses depois numa praça mexicana..
Neste mergulho inicial, começamos a desvendar a complexidade e diversidade do kowalismo ao longo do tempo. A cada performance, uma narrativa única se desdobrará, revelando como o movimento se tornou um instrumento de transformação social e uma poderosa expressão de resistência artística.

Fiquem atentos para mais histórias intrigantes de performances, onde a arte transcende as fronteiras e desafia as estruturas estabelecidas. 


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